VIAGEM À JUAZEIRO DO NORTE- PARTE 1

ESPEDITO SELEIRO

Chovia, e fazia frio em Floripa quando, ainda madrugada, me dirigia para o aeroporto a caminho de mais uma aventura por este país; Juazeiro do Norte, onde a previsão era 39 graus.4643

Chegando em Juazeiro, o ‘transfer’ que nos aguardava ia logo dizendo “Que sorte a de vocês , que hoje está nublado e chuviscando deixando o dia mais confortável.”

A caminho do hotel, o ‘zap zap’ já começou, e antes mesmo de chegarmos já estávamos combinando de ir logo conhecer a pessoa mais esperada da viagem, o seu Espedito Seleiro.

Almoçamos e já partimos para a sua cidade que fica a cerca de uma hora e meia de Juazeiro. Já eram 16:30 e estávamos com medo dele não estar mais em seu atelier.

Ansiosos, o caminho cheio de buracos, nem nos importava.

Era final de tarde quando chegamos, e a cidade parecia já quase deserta. Quase todos já estavam em suas casas, pois no sertão, o comércio fecha cedo, e todos descansam muito cedo.

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Fomos direto para a lojinha do Espedito e enquanto nos encantávamos com seu trabalho, uma pessoa da turma chamava do outro lado da rua “o Espedito  está aqui no atelier!”, e todos corremos para conhecer esta figura ilustre e reconhecida, atualmente, em todo o mundo através dos irmãos Campana; que desenvolveram junto com o  Espedito, uma linha de  cadeiras para ExpoMilão.

Espedito é daquelas pessoas que a gente conhece e jamais esquece. E aos poucos ele ia dizendo palavras sábias e contando algumas de suas histórias.

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O seu atelier é uma “bagunça” fantástica, cheia de moldes, pedaços de couro, trabalhos iniciados, fotos, reportagens…46464685

Ele foi nos mostrando seus trabalhos e eu me encantava cada vez mais.

Caminhando pelo atelier, logo vi uma das cadeiras famosas em fase de finalização. Realmente uma obra de arte!

4684Espedito contou o episódio do seu pai quando fez a primeira alpargata para o lampião (clique aqui para saber mais desta história)

Muitas e muitas histórias que ele tem para contar. E em meio as suas histórias, ele diz com sua calma e simplicidade: “Eu só conto histórias boas… para que contar histórias ruins e tê-las de vivenciá-las novamente? Histórias ruins não são para ser contadas.”

O dia escureceu, e quando fomos dar uma volta próximo a aldeia, paramos em uma barzinho de garagem para comer um pastel e tomar uma coca-cola, onde uma menininha linda sorria no colo do pai.

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Agora fomos conhecer o pequeno museu em homenagem a Espedito e sua história, e a história dos vaqueiros da região.

Após um banho de cultura era hora de voltar e ter na lembrança mais um presente que a vida me deu.

Como dizia minha avó Laura “se tem uma coisa que nunca nos pode ser tirado, são nossas lembranças, então, faça da sua vida um caminho cheio de boas lembranças”.

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