O Mundo da Chita!!!

No mês de junho vamos homenagear a simplicidade, a versatilidade e a alegria da Chita, tecido tão marcante na nossa história e na nossa decoração.

Chita é um tecido de algodão com estampa de cores fortes, geralmente , e tramas simples. As estamparia é feita sobre o tecido conhecido como morim. Uma estampa característica de chita sobre outro suporte que não seja morim não é chita.

As características principais são: cores primárias e secundárias em massas chapadas que cobrem totalmente a trama, tons vivos, grafite delineando os desenhos, e a predominância de uma cor. As cores intensas servem, não só para embelezar o tecido, mas também para disfarçar suas irregularidades, como eventuais aberturas e imperfeições.

O nome chita vem do sânscrito chintz e surgiu na Índia medieval e conquistou europeus, antes de se popularizar no Brasil.

Chintz era originariamente um tecido estampado produzido na Índia de 1600 a 1800 e bastante popular como roupa de cama e para patchwork. Por volta de 1600, mercadores portugueses e holandeses levaram a chintz para a Europa. Esses tecidos eram ainda extremamente caros e raros. Por volta de 1680 mais de 1 milhão de peças de chintz eram importadas para a Inglaterra por ano, e uma quantidade similar seguia para a França e Holanda.

Com a chintz importada se tornando popular entre os europeus no fim do século XVII, havia preocupação por parte das tecelagens francesas e inglesas, uma vez que não produziam chintz. Em 1686 conseguiram que a França proibisse a importação deste tecido. Em 1720 o parlamento inglês proibiu não só a sua importação bem como o seu uso.

Os produtores europeus fizeram várias tentativas de imitação dos padrões de chintz, sendo um dos resultados mais conhecidos a estampa francesa toile de  Jouy.

A chita veio para o Brasil com os europeus a partir de 1800. O tecido originário da Índia passou por várias melhorias até chegar ao que temos hoje. Após um longo processo burocrático, cultural e financeiro, a chita passou a ser produzida também no Brasil. A produção do tecido no país o barateou, e muito, tornando populares as peças confeccionadas com o material, transformando-o, assim, em um dos ícones da identidade nacional. Atualmente é mais usado em festas populares, como a festa junina, mas vem sendo valorizado também na decoração, principalmente como referência estética. De tempos em tempos, ganha espaço em passarelas, galerias de arte, vitrines e palcos, quando estilistas, artistas plásticos, designers e outros criadores redescobrem estas estampas e as incorporam a suas produções.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Chita_(tecido)

O Tecido

Chita

Na decoração

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Nos Acessórios

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Na Moda

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