A Praia do Campeche e a reação com o livro «O Pequeno Príncipe»

1A praia do Campeche foi o primeiro campo de pouso da Ilha da Magia.

Após a Primeira Guerra Mundial, os pilotos Frances abriram as primeiras rotas de correio aéreo entre Europa, África e  América do Sul.

No Brasil foram criados aeródromos para o pouso e decolagem destes pequenos aviões. Um desses aeródromos era localizado em Florianópolis, na Praia do Campeche, onde os pilotos faziam escala para descanso e abastecimento.

Entre os pilotos, um deles, SAINT-EXUPÉRY, anos mais tarde, ficaria mundialmente conhecido como escritor e autor do livro “O Pequeno Príncipe”, publicado em 1943. Os relatos sobre a passagem de Antoine Saint-Exupéry pela ilha são do período de 1929 a 1931. O comandante da rota,  aproveitava para descansar e fez amizade com os moradores da região e assim nasceu uma duradoura amizade entre o pescador Manoel Inácio, conhecido como Deca, e Saint-Exupéry, chamado de “Zé Perri” por ele e os outros moradores do Campeche. Existem duas versões para o nome Campeche.  A primeira e mais elegante, remete a este visitante ilustre que deu ao lugar o apelido de Campo de Pesca, ou seja, Champ et Pêche. A Segunda seria o nome de uma planta. De qualquer maneira, das aventuras de Saint-Exupéry restaram a fama do Campo de Pouso da Sociêté Latécoère, primeiro aeroporto internacional do sul do Brasil, e o nome da principal rua do balneário: a Avenida Pequeno Príncipe, homenagem à principal obra do escritor.

Curiosidade: Quase todos os poucos habitantes do Campeche dos anos 20 e 30 se envolveram com as atividades do campo de aviação. Eles foram contratados pelos franceses para tarefas como segurar os lampiões nas noites de pouso de aeronaves, enviar e receber mensagens radiotelegráficas, cozinhar e lavar louça, etc. Também era necessário levar alguns lampiões para o morro em frente ao campo, até hoje conhecido como “Morro do Lampião”, para evitar acidentes com as aeronaves.

exuperyAntoine de Saint-Exupéry

No dia 29 de junho de 1900 nasce o escritor francês Antoine de Saint-Exupéry.

Escritor, aviador e jornalista Antoine Marie Jean-Baptiste Roger de Saint-Exupéry nasceu em Lyon, na França, no dia 29 de junho de 1900. Filho do conde Jean Saint-Exupéry e da condessa Marie Foscolombe, Antoine nasceu numa família abastada e teve uma infância tranquila. Quando tinha 4 anos, o pai faleceu e a mãe assumiu a educação dos cinco filhos.
Até o início da guerra, em 1914, a família viveu com uma tia, madame de Tricaud, no castelo de Saint-Maurice-de-Rémens, na região de Ain, cheia de bosques, lagos e prados, próximo de um aeroporto. Um dia, um piloto o convidou para um passeio de avião, que ficaria para sempre em sua lembrança.
Saint-Exupéry foi um adolescente sensível e exigente, que começou a imaginar histórias para vencer a solidão. Desde cedo e incentivado pela família, escreveu contos e prosas. Sua mãe ensinou-lhe desenho e música.
Depois de fracassar no teste para a escola naval, Saint-Exupéry conseguiu ingressar na aeronáutica francesa. Pioneiro da aviação comercial, estabeleceu várias rotas entre a Europa, a África e a América do Sul.
Paralelamente aos vários empregos que teve – sempre relacionados com a aviação –, ele se dedicou à literatura. Entre os livros que escreveu estão Correio do Sul (1926), Vôo Noturno (1931), Terra dos Homens (1939), Piloto de Guerra (1942) e O Pequeno Príncipe (1943). Esta é sua obra mais conhecida e a única que escreveu para crianças. O próprio autor é responsável pelas ilustrações.

5Obra infantil inesquecível para os adultos

O livro conta a história de um piloto de avião que sofre um acidente e cai no deserto do Saara. O aviador fazia a viagem sozinho e precisava consertar a sua máquina em poucos dias, antes que seu estoque de água acabasse. Perdido na imensidão do deserto, o piloto se surpreende ao encontrar um garoto – o Pequeno Príncipe. Aos poucos, descobre a fabulosa história do menino.

Ele morava em um asteróide chamado B-612. Lá, a maior preocupação do Pequeno Príncipe eram os baobás – grandes árvores que poderiam destruir o asteróide.
O garoto precisava arrancar as mudas dos baobás antes que crescessem. Ele decide então vir para a Terra à procura de um carneiro, que poderia comer as mudas dos baobás, poupando-o desse trabalho. Durante a viagem, encontra várias pessoas e animais.
O Pequeno Príncipe representa a criança que todo adulto já foi um dia. Narrando o encontro do piloto com o garoto no deserto, Saint-Exupéry nos conta a história de alguém que redescobre a sensibilidade artística de quando era criança e que foi reprimida pelos adultos.
Saint-Exupéry morreu num acidente de avião sobre a Córsega, a 31 de julho de 1944, durante a Segunda Guerra Mundial, provavelmente abatido pelos alemães.
“Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos. Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.” (Extraído de O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry)”

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